• INSTITUTO FLÁVIO LUCE

DENTISTA NÃO SÓ PRESCREVE, DENTISTA ESCREVE




A divulgação da Programação de Trabalho do nosso Instituto, em particular o anuncio/convite distribuído nas redes sociais em particular para que os Colegas C. Dentistas participassem das atividades relativas a um dos seus eixos o de Atividades Literárias em Odontologia teve forte repercussão na categoria.

Nele prevímos, para o próximo período do corrente ano a realização de duas atividades:

- Sessão de autógrafos de livros produzidos por cirurgiões dentistas gaúchos durante a próxima edição da Feira do Livro de Porto Alegre, seguida da realização de um painel aberto ao público, para se analisar a situação da saúde bucal no Rio Grande do Sul.

- Produção e lançamento de UM LIVRO DE LEMBRANÇAS ODONTOLÓGICAS, mediante um convite para que C.D., que se dispuserem, relatem, em forma de pequenos contos episódios de vida ocorridos em relação a sua pratica profissional.

A par de solicitações de detalhamento na realização desses eventos recebemos pedidos de esclarecimentos sobre o porquê da inclusão desse eixo de atividades em nossa Programação, o que justifica o presente texto explicativo que titulamos de “Dentista não só prescreve, Dentista escreve”, numa clara alusão a necessidade de intervirmos, enquanto categoria, nesse campo da atividade humana.

NOSSO ESCLARECIMENTO

Neste sentido, a pergunta fundamental que precisa ser feita e respondida é: O que a leitura e a escrita, fundamentos do campo literário, tem haver com os profissionais da odontologia e suas práticas?

Além disso é a resposta que pudermos dar a ela que fundamenta e justifica a razão do Instituto tomar a formação teórica como um dos propósitos de sua existência e atuação.

Para tanto, se faz necessário, ainda que brevemente, nos apropriarmos da compreensão que a sociedade formula e expressa em relação ao papel que espera do ler/ escrever, avaliando como, no atual momento de nossa realidade, essa prática vem sendo desenvolvida na formação de seus cidadãos e de seus profissionais, ou seja em seus recursos e métodos de educação.

SOBRE O HÁBITO DE LER/ESCREVER

O ler/escrever não é apenas resultado dos processos de educação, é, também o instrumento que permite e qualifica nossa capacidade de repensá-la, o que nos faz responsáveis pela educação que queremos, que, também, nos permite a crítica da que nos está sendo oferecida, definido o papel que queremos que cumpra na e para a sociedade que desejamos, portanto em uma ação continuada e permanente, que nos proporciona por meio de atividades literárias.

Ou seja, o recursos literários, os hábitos de leitura e de escrita, construídos durante nossos processos de educação, se prolongam no curso de nossas vidas, ampliando conhecimentos, formatando valores, condutas e habilidades essenciais aos nossos sentire /agires nos espaços de nossas práticas e de nossa vida social, que é coletiva.

Isso nos permita dizer que a construção de uma sociedade leitora/escritora uma sociedade que valoriza as práticas literárias, sendo nessa condição essencial para a formação humana e crítica de seus membros, elementos indispensáveis para o processo sócio/político de construção da democracia e da luta pela conquista de uma cidadania plena.

Por tais razões nos dizia Monteiro Lobato, autor brasileiro pré-modernista, que “Um país se faz com homens e livros”.

Sem duvida o desafio que hoje se apresenta no nosso país é o de viabilizar acesso a educação a todos, superando o contingente de brasileiros analfabetos que vivem excluídos, mergulhado no que se conhece por “cultura do silêncio”, impedidos de uma vida plena. Mas também é a de qualificá-la de modo a permitir aqueles que tiveram a condição de se alfabetizar, possam saber interpretar o que conseguem ler, de forma que a leitura lhes seja útil para poder se apropriar de um saber que lhes permita falar e escrever, para se posicionar frente a realidade e participar de sua transformação, da redefinição de suas práticas, na perspectiva de, permanentemente, se perseguir a justiça, a democracia, e os valores societários necessários a humanização.

SOBRE A NECESSIDADE DA EDUCAÇÃO CONTINUADA

Assim, os que alcançaram a felicidade de se educar, de se formar e habilitar para o fazer profissional em uma sociedade, no mínimo, precisam permanentemente realizar uma reflexão sobre como estão dando continuidade, atualizando e aprofundando esses saberes e habilidades, ao tempo em que se perguntam como e em beneficio de quem os estão empregando, em sua jornada de vida.

Nesta perspectiva, cabe nos perguntarmos:

Qual a contribuição que a Odontologia e seus profissionais pode oferecer para os esforços da sociedade em desenvolver o habito de ler/escrever?

Como temos considerado esse propósito – o hábito da leitura e da escrita – como necessários, úteis e relevantes para o desenvolvimento de nossa profissão e de nossas vidas pessoais?

- O quanto isso vem sendo desenvolvido em nosso cotidiano de profissionais, configurando um perfil dos membros da categoria em relação a isso?

- Quais as razões ou dificuldades que se apresentam a intensificação da incorporação da leitura/escrita no âmbito de nossa profissão?

- Como entendem que o nível de dedicação a essas atividades se reflete ou dão significado a imagem que a sociedade projeta na odontologia, em sua prática e na própria figura de seus profissionais?

- Em que medida esse hábito se faz necessário em função das mudanças organizacionais e de prática por que passa a profissão odontológica?

- Qual o propósito que tem orientado o envolvimento dos profissionais com esse tipo de atividade, expresso nos atuais mecanismos de educação continuada?

- Que natureza e tipo de qualificações se tornam necessárias agregar aos processos e hábitos de ler e escrever de forma a ampliar e qualificar nesse momento de transformação porque passa a Odontologia?

A JUSTIFICATIVA

Assim, a introdução do eixo “Atividades literárias na odontologia” na agenda de trabalho do Instituto Flávio Luce, visa em primeiro lugar levar a nossa categoria à uma reflexão sobre essas questões e, também, por meio de algumas atividades dessa natureza estimular os hábitos de leitura e escrita entre os profissionais que a integram, de forma a ampliar e complementar conhecimentos e habilidades essenciais ao sentir/agir nos espaços de suas práticas e da vida social em que todos estão imersos, nela interagindo.

O AVISO

Em próximas postagens abordaremos e detalharemos as informações referentes a cada uma dessas atividades, de forma que o colegas possam decidir acerca da sua efetiva participação na realização das mesmas.

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